Münchner Residenz

Uma das atrações históricas mais legais de Munique é a Residência dos Wittelsbach (Münchner Residenz). A Residência é o maior palácio urbano da Alemanha e serviu de sede do governo da Baviera entre 1508 e 1918. A construção do palácio começou em 1385 e a última reforma estrutural foi feita no final do século 19. Ou seja, o palácio tem uma variedade enorme de estilos arquitetónicos do Renascimento, Barroco, Rococó e Neoclássico. Além de abrigar o museu, o complexo da Residência também inclui a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés (ambos no próximo post). 
A visita à Residência começa pelo Grottenhof (Pátio da Gruta). O Grottenhof foi construido em 1583, pelo Duque Wilhelm V, inspirado no Renascimento italiano. O pátio inclui uma pequena gruta e uma fonte, ambas inteiramente decoradas com conchas.

Passando o Pátio da Gruta, a gente chega no Antiquário. O Antiquário é o salão mais antigo da Residência que não foi modificado após sua construção (1568 e 1571). O Duque Albrecht V requisitou a construção desse salão para armazenar sua coleção de esculturas antigas, assim dando o nome do salão.

Uma das salas do trono, no estilo clássico. 

Durante a 2a Guerra Mundial, a Residência foi bastante danificada (dos 23.500 metros quadrados da superfície do telhado, apenas 50 metros quadrados ficaram intactos). Nas décadas após a guerra, a Residência foi restaurada. Uma das áreas mais danificadas foi a Capela de Todos os Santos. A capela foi encomendada por Ludwig I, em 1825, inspirada na Capela Palatina, uma capela real bizantina em Palermo.

Em abril de 1944, a capela foi completamente destruida por bombas, restando apenas as paredes exteriores. Apenas em 1986 que a restauração começou, concluindo em 2003. Nesa foto, dá para ver quais são os tijolos antigos e qual é a parte restaurada.

A Ala do Imperador foi construída pelo Duque Maximilian I no início do século 17. Na época, era o maior salão (e também o mais importante) na Residenz. O teto é todo decorado com pinturas de imagens representando Razão e Virtude, as bases do principado. 
O palácio é cheio de detalhes interessantes. Eu fiquei impressionada com as portas de mármore. Várias salões tinham essas portas super trabalhadas e coloridas. Achei muito bacana! 

Esse foi o ambiente que mais gostei da Residência, a Capela Real (1607). A Capela Real era o lugar de culto privado do Duque Maximilian I. Ela é toda imobiliada e decorada com mármore colorido e pedras preciosas. O teto é todo trabalhado com lápis-lázuli, e no centro tem uma lanterna com vitrais.

Quarto do Príncipe-Eleitor. 

Em 1726, Karl Albrecht tornou o eleitor da Baviera, e encomendou o projeto de uma galeria ancestral. A galeria tem mais de 100 retratos de membros da família Wittelsbach.


5 comentários sobre “Münchner Residenz

  1. Que luxo!!! Pena que com a guerra boa parte do original foi destruído, mas por outro lado tem marcas da história, por mais que a história não seja tão bonita, mesmo assim foi fato que mudou muitas vidas. Eu tenho certeza que iria amar passear por aí!

    Beijos

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  2. Ahhhh eu fui com maridón ai!!! muito bacana! eu particularmente adoro visitar museus, palacios, residências, saber mais da história… assim parece que eu me transporto para aquela época! Nessas viagens eu tenho literalmente sede e fome de história =)

    beijocas, ju

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