1o Dia em Roma: Vamos bater perna!

Depois de um vôo horrível (Alitalia que me perdoe, mas hoje em dia, toda companhia aérea que se preze tem telinha individual em cada assento em vôo internacional, não essa coisa horrorosa de 1980:

Mas enfim, depois de um longo vôo, nada confortável, chegamos em Roma! Pegamos o Leonardo Express (trem que vai do aeroporto direto para Termini, estação central em Roma) e em menos de uma hora, já estávamos no nosso hotel, o Diana Roof Garden Hotel (resenha sobre o hotel depois). Como chegamos cedinho, às 9 da manhã, nosso quarto ainda não estava liberado. Deixamos as malas no hotel e fomos bater perna! A primeira parada: Santa Maria della Vittoria. Infelizmente, a igreja estava fechada (sim, igreja fecha na Itália…) e então resolvemos continuar andando. De acordo com o Google Map, no nosso primeiro dia em Roma, andamos mais de 8 km!!!

Resolvemos então caminharmos até o Pantheon, passando pela Fontana di Trevi. Mal sabíamos que, no caminho, já encontraríamos uma das piazzas principais (na minha opinião, vide que tenho um love affair com tudo que Bernini fez…)

Então, nossa primeira parada acabou sendo a Piazza Barberini (completamente por acaso), aonde fica a Fontana del Tritone (Fonte do Tritão), esculpida por Bernini em 1642. Pertinho dela tem uma outra pequena fonte do Bernini (Fontana delle Api). Até o final do século 18, a cidade deixava os defuntos “sem-donos” nesta praça para que as pessoas pudessem os identificar…nada glamuroso, né? 😉

Pouco depois de passarmos pela Fontana del Tritone, chegamos no cartão postal de Roma, a Fontana di Trevi. 
Diz a lenda que se você jogar uma moeda na fonte, sua volta a Roma estará garantida. De acordo com o município, aproximadamente 3 mil euros são jogados na fonte diariamente. Desde 2010, esse dinheiro é utilizado para subsidiar um supermercado para a população carente. 
E finalmente, chegamos no Pantheon. Acho que o Pantheon foi o prédio que o Thiago mais gostou durante a viagem toda. 
O Pantheon foi construído em 126AD por 732 escravos, durante o império de Adrianus Augustus, como um templo para todos os deuses (“Pantheon” significa “para todos os deuses” em latin). É o prédio mais antigo de Roma que permanece intacto e ainda é utilizado. Depois de 2.000 anos, a cúpula do Pantheon ainda é a maior cúpula de concreto sem reforço no mundo. A única entrada de luz no prédio é o óculo (esse buraco na cúpula na foto abaixo). 

O óculo tem um diametro de quase 9 metros. A distância do óculo até o chão é de 43 metros. 
O túmulo do Rei Vittorio Emanuele II, falecido em 1878. Considerado o “Pai da Pátria,” Vittorio Emanuele foi o primeiro rei da Itália pós-unificação em 1861. Além do túmulo do Rei Vittorio Emanuele II, o Pantheon também é o local do túmulo de Rafaello, o artista responsável pela Scuola di Atenas, meu afresco preferido. 
O prédio é realmente impressionante e imponente. Impossível não se emocionar quando a gente se depara com um prédio que resistiu 2.000 anos. Só de imaginar a história toda que essa construção já sobreviveu me dá arrepios!
Como estávamos morrendo de calor, começamos a procurar um lugar para tomarmos um gelato. (não deu para trocar de roupa pós-vôo, então estávamos de calça, com suéter, num calorzinho gostoso…coisa horrível…sem falar que a sensação de “estamos ficando sujinhos…tá na hora do banho” estava aumentando.) Foi só dobrar a esquina que encontramos uma gelateria que tinha um aspecto “autêntico.”  Foi lá que inaugurei a campanha “Um gelato a cada dia” 🙂
Curtindo meu primeiro gelato religioso de cada dia, no sabor de zabaglione (que eu AMO!)
Passado o pit-stop para o gelato, aproveitamos que estávamos pertinho da igreja Santa Maria sopra Minerva e resolvemos dar um pulinho lá. Em frente a igreja tem um dos obeliscos mais famosos da cidade. O obelisco é egípcio (provavelmente de 589-570BC) e foi encontrado no jardim da igreja no século 17. O elefante, projetado por Bernini mas esculpido por um de seus alunos, foi feito em 1667 para dar suporte ao obelisco. 

“Pulcino della Minerva:” o obelisco e o elefantinho fofo vistos mais de pertinho 🙂
Apesar da fachada barroca bem simples, Santa Maria sopra Minerva é a única igreja gótica de Roma. O interior é bem único e vale a pena a visita.

Os detalhes do teto azulzinho são impressionantes!
É nesta igreja que fica o Cristo della Minerva, esculpido por Michelangelo em 1521.
Depois de todos esses points, resolvemos voltar para o hotel. Afinal, já era umas 4 da tarde, e estávamos batendo perna (com roupa de avião…eca!) há quase 7 horas. Bem, voltando para o hotel, erramos o caminho, andamos pra caramba, mas, como Roma é cheia de monumentos por todos os lados, o passeio foi bem bonito. 
Um dos monumentos que pegaram a gente de “surpresa” no caminho: Il Vittoriano (também conhecido como “bolo de noiva”)

4 comentários sobre “1o Dia em Roma: Vamos bater perna!

  1. Esse negócio de andar e se perder eu fiz muito em Madri, mas o bom era que sempre tinha uma praça, um lugar bonito que a gente acabava encontrando. Apesar de ser cansativo, eu gostava de me perder.
    beijocas

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s