Crônicas da Itália: La Marseillaise

(Quem lê o título e pensa “Como assim?!” Pois é…foi essa a minha reação também) 

Essa história não é tanto assim, um “causo,” mas um evento curioso que aconteceu enquanto visitávamos o Il Vittoriano.

Mencionei rapidinho aqui que tínhamos visitado o monumento ao Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada. O que não mencionei é que dentro do monumento tem um museu bem interessante sobre a história da união da Itália, o Museo Centrale del Risorgimento Italiano. Como eu já estava exausta e não estava muito a fim de ficar lendo sobre as batalhas de união (não me entendam mal, já curto um museu, mas eu estava cansadinha…), fiquei sentadinha em um banquinho na primeira exposição do museu, enquanto o Thiago passeava e via o resto. (Obs: a primeira sala do museu, onde eu estava sentada, tinha uma escultura gigante de uma cena de batalha, que TODOS os homens que entravam no museu faziam questão de posar para uma foto com a escultura no fundo…só pode ser coisa de menino, né?)

Escultura da Batalha de Castelfidardo, ou momento do cromosomo Y…
Foto: Virtual Tourist

De repente, depois de uns 20 minutos sentadinha esperando o Thiago, me pego cantando a música que está tocando ad infinitum no museu (Pausa para falar que isso é mega normal para mim…é só reconhecer uma melodia que já saio cantarolando, como se não tivesse ninguém por perto…normalmente esses momentos duram uns 1-2 minutos, até eu me lembrar que estou em um ambiente público e que tem um monte de gente olhando para a doidinha cantando desafinadamente…) 

Enfim, lá estava eu, cantando a letra da música instrumental que estava tocando na sala do museu: “Allons enfants de la Patrie, le jour de gloire est arrivé. Contre nous de la…peraí! Mas isso é a Marseillaise! Como assim?! No lo creo que estão tocando a Marseillaise dentro do Vittoriano!” (para quem não sabe o que é a Marseillaise, vide vídeo abaixo) Fiquei quietinha, prestando MUITA atenção na melodia da música, pois não era possível que, no museu dedicado à unificação da Itália, estivesse tocando o hino francês. Pois bem, não é que era a Marseillaise mesmo?! Nada como um pouco de ironia musical em pleno museu…

Como já curto uma certa ironia, achei a escolha musical engraçadíssima! E depois, fiquei lá curtindo La Marseillaise, que é um dos hinos que eu acho mais bonitos (também gosto muito dos hinos da AlemanhaColombia, e Russia)
E para que não aja dúvidas (depois eu fiquei pensando: “Helen, sua bobinha, vai ver que o hino italiano é parecido e vc que se confundiu…”), esse aqui é o hino italiano, ó. 
Ou seja, chance zero dos meus ouvidos treinados confundirem um pelo outro… 

Ah, e se alguém tiver uma explicação histórica/lógica de porque La Marseillaise estava tocando no museu da unificação italiana, por favor, deixe nos comentários. Fiquei encucada com essa e até cheguei a procurar online (sei lá, vai que o Mazzini era mega fã do Rouget de L’isle…) mas não achei nadinha. (E argumentos do tipo: “ah, mas La Marseillaise é o primeiro hino da Europa…existe paralelos entre a Revolução francesa e a unificação da Itália…” não me soam muito convincentes)

3 comentários sobre “Crônicas da Itália: La Marseillaise

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