Um tour de arquitetura, parte 2

E continuando nosso passeio de barco…

Civic Opera 
(mais um exemplo de art deco)
Inaugurado em Novembro de 1929 (poucos dias depois do Great Crash!), esse prédio enorme tem 3.563 assentos, tornando-o o segundo maior auditório de ópera da América do Norte. Ele foi projetado por Graham, Anderson, Probst & White (os mesmos do Wrigley!), sendo completamente financiado por Samuel Insull, um magnata de rodoviárias e eletricidade, cujo império (Midwest) faliu em 1930. Samuel Insull construiu essa ópera para sua mulher, pois ela tinha sido rejeitada pela Metropolitan Opera de NY. Diz a lenda que, justamente por esse motivo, os fundos do prédio são voltados em direção de NY (um pequeno “F*** you, Met Opera!”) 
Mais um prédio cujo nome já esqueci. Porém, me lembro que nossa guia falou que esse prédio é um dos mais antigos de Chicago.
River Cottage
O famoso “River Cottage” do Harry Weese, construído em 1988. Supostamente, Weese se inspirou nas casas na margem do Rio Danúbio, aonde viu uma coleção de casas onde as pessoas eram capazes de construir o que quisessem, com interferência mínima do governo. Cada “casa” do River Cottage é um triângulo, com janelas redondas (tipo de navio), varandas e escadas externas, bem diferente do que normalmente vemos em Chicago. 
Fulton House
Fulton House é um antigo frigorífico, convertido em um edifício residencial. Foi construído em 1898 por Frank B. Abbott, e em 1908, se tornou um frigorífico. Em 1979-1981, Harry Weese convertou o espaço em um prédio residencial. Durante esse processo, demorou UM ANO para descongelarem o espaço, e aproximadamente 500 caixas cheias de crina de cavalo (!!!) foram removidas (é que, no início do século, crinas de cavalos eram utilizados para isolamento contra calor/frio). 
River City 
River City foi o último complexo construído por Bertrand Goldberg (o mesmo que construiu Marina City). Assim como Marina City, a idéia era construir uma “city within a city.” O plano inicial era um complexo ainda maior do que Marina City, com três prédios de 72 andares. Porém, nunca foi concretizado, e quase vinte anos depois do primeiro projeto, River City ficou pronto (em 1986). O estilo ainda é meio vintage, meio 1960, lembrando bastante o estilo de Marina City, com semelhanças na forma e material, resultando em um “concreto curvilíneo.” 
Voltando de River City, temos essa vista maravilhosa do prédio mais famoso de Chicago: Sears Tower!!! 

Mas antes, uma paradinha rapidinha no 311 Wacker Street, esse prédio bege-rosa bem na frente.
Projetado por Kohn Pedersen Fox, esse arranha-céu pós-moderno de 65 andares (293m) é o sétimo edifício mais alto de Chicago. Ele foi concluído em 1990 e é considerado único devido ao seu topo gótico, que é iluminado por 1.852 lâmpadas a noite. Supostamente, o topo do prédio é uma referência a um bolo de casamento, homenageando a noiva de um dos arquitetos, que faleceu pouco antes. A noite, a iluminação do topo é tão forte, mas tão forte, que foi necessário diminuirem a quantidade de lâmpadas acessas iluminando o prédio, pois estava atrapalhando a migração de pássaros, que confundiam a torre iluminada com a luz da lua!!!

E finalmente, o prédio mais famoso de Chicago: Sears Tower 
(que, hoje em dia, não é mais Sears Tower, e sim Willis Tower) 
Sears Tower é o arranha-céu mais alto dos Estados Unidos, com 108 andares, distribuídos em 442 metros de altura. Entre 1973 e 1998, foi o prédio mais alto do mundo! (hoje, é o 3o) A construção do prédio foi revolucionária, tanto que o engenheiro responsável pelo projeto, Fazlur Khan, é conhecido como o “Einstein da engenharia estrutural.” Como em Chicago venta MUITO, Khan armou uma estrutura que fosse firme, porém flexível, para balançar com o vento. Com o uso de uma tecnologia que eu não entendi direito (mas que você sempre pode perguntar ao Google!) a Sears Tower tem a capacidade de “balançar” 90 centimetros em cada direção, dependendo do vento. 
Sears Tower é um dos prédios mais visitados em Chicago, e dá para ir até o 103o andar, subindo 412 metros de elevador (é claro!) Depois da última reforma (2009), o prédio ainda ganhou “Skyboxes” no 103o andar. As skyboxes são janelas protuberantes que “saem” do prédio, com chão de vidro (reforçado, é claro!). Quem quiser se aventurar, depois me conta. Eu não faço esses programas por nada nesse mundo…(tenho pavor de altura!)
Mas nem f****do que eu piso nesse vidro…
Várias imagens tiradas do Google. 

Ah, uma dica interessante é a seguinte: apesar da Sears Tower ser o prédio mais alto de Chicago, dizem que a melhor vista não é de lá, mas sim do Hancock Tower, que é mais baixo (apenas 60 andares), porém tem um observatório melhor. Sem falar que, no Hancock Tower, você não precisa comprar ingresso. Basta falar que vai ao café, e chegando lá, curtir um chocolate quente com essa vista maravilhosa. 

Vista do nosso passeio ao Hancock Observatory em 2008, quando eu era mais magra, mais loira, e obviamente mais bronzeada…
E voltando aos dias caras-pálidas de hoje: marido no barco, e ao fundo, a Sears Tower e o 311 Wacker. 

E assim foi o nosso passeio! 🙂
Para quem gosta de arquitetura, super recomendo esse passeio. 
Você vê (e aprende!) bastante coisa!
E para finalizar, o skyline completo de Chicago:

4 comentários sobre “Um tour de arquitetura, parte 2

  1. Pode deixar que qdo eu for na Sears Towers te falo!!! E vai ser daqueles primeiros programas que vou querer fazer! Até hoje não me esqueço da sensação do WTC com aqueles janeloes de vidro e os da Sears são bem mais pronunciados.

    Mais loira, mais magra isso tudo eu já fui – apesar q em 2008 eu estava mais careca – mas acho que nunca fui mais brinzeada!

    Beijos!

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