Istambul, 2o Dia: Mercados!

No nosso primeiro dia completo em Istambul, resolvemos passear pelos mercados da cidade. Istambul tem o maior mercado coberto do mundo, o Kapaliçarşi, também conhecido como Grand Bazar. Construído em 1455, é o primeiro “shopping mall” do mundo, e é LOTADO! São 3 mil lojinhas, divididas em “regiões” ou “zonas”: couro, itens para casa, joias, sedas, tapetes e tralhas para turistas. Isso faz com que as mais de 3 mil lojinhas sejam relativamente organizadas (se você quer comprar tapete, não precisa ficar zanzando sem rumo…é só ir para a “zona” de tapetes e pronto!)

Apesar de adorar comprinhas, confesso que não curti muito o Grand Bazar, tanto que nem compramos muitas coisas lá.
Primeiro que é bem muvuca, meio 25 de março ou Rua da Alfandêga (eu não sou muito fã de muvuca). De acordo com a wikipedia, o Kapaliçarşi recebe em torno de 250-400 mil visitantes por dia (não levo muito fé nessa estatística…)

Um dos poucos momentos vazios no Grand Bazar.
Segundo, que achei as lojinhas muito “turistizadas” (o que é óbvio, né?!). Depois de andar uns 10 minutinhos lá dentro, você começa a achar que todas as lojas da mesma “região” vendem os mesmos produtos, meio que sem personalidade, sabe?! Todas as lojinhas tinham mil olhos turcos de diversos tamanhos, as mesmas porcelanas para servir mezze, as mesmas pashminas de seda, etc…

Metade das lojinhas tinham esses mesmos itens. Juro!

E como os turcos NUNCA colocam os preços, nem adianta pesquisar para achar “um precinho bacana,” pois no fundo, você sempre tem que perguntar e barganhar. E isso me leva a LOUCURA! Detesto barganhar, acho uma P*** ineficiência e encheção de saco!!! Ainda bem que meu marido curte o processo (e queria até negociar em lugares aonde o preço era fixo, tipo restaurantes…ai ai…)
 A nossa estratégia era a seguinte: 
1o) Perguntávamos o preço para o turco (ele dava um preço absurdo!)
2o) Fazíamos uma contra-oferta, dividindo o preço absurdo por 2 e subtraindo 10% do valor original (ou seja, se o preço absurdo era 100, fazíamos uma oferta de 40). Turco rejeitava esse preço.
3o) Aumentávamos a contra-oferta por 5% e falávamos que não pagaríamos nada acima disso. 
4o) Turco algumas vezes chegava no nosso preço, as vezes não…e nós íamos embora. 
Vale mencionar que, nesse processo todo, Thiago ficava mega empolgado negociando, enquanto eu ficava i) morrendo de vergonha, ii) falando para o Thiago que tanto fazia, que “a pashmina de tá baratinha mesmo custando as 100 liras do preço original” e/ou iii) enchendo a paciência do marido para ele parar de negociar logo, que eu nem queria mais comprar o tal item! (DETESTO perder tempo negociando…prefiro mil vezes já ter o preço marcado no item, e aí eu resolvo se vale a pena ou não…essa palhaçada de ficar barganhando é um saco!!!) Acho que por isso que não compramos muitas coisas na Turquia. Só de pensar em ter que ficar negociando o preço, já ficava meio desestimulada para comprar… 
Enfim, por último, achei o mercado meio “Westernized.” Exemplo: assim que entramos, andamos uns 50 metros, e de repente, demos de cara com uma lojinha da MAC e uma da Godiva. Achei meio “WTF?!” Fiquei imaginando como seria ridículo termos uma barraquinha da Starbucks em plena Feira Hippie em Ipanema… 

Porém, mesmo não morrendo de amores pelo Grand Bazar, algumas coisas chamaram minha atenção. 
Por exemplo, essa lojinha de tabuleiros de xadrez, que tinha VÁRIOS tabuleiros temáticos (tipo Batalha de Waterloo, com metade das peças com uniforme francês e a outra metade com uniforme britânico). ADOREI! 

Também curti as mil lojinhas de lâmpadas coloridas. Achei os lustres um charme e queria comprar todos!!! 
De resto, vale a pena visitar o mercado (mesmo para quem não curte compras), pois a história do Grand Bazar é bem interessante. Só de pensar que, há mais de 500 anos, pessoas do mundo todo se encontravam aqui para comprarem/venderem mercadorias, já fico arrepiada. É muito legal “participar” um pouquinho dessa história 🙂

Depois de passearmos no Grand Bazar, fomos direto para o mercado de especiarias, o Misir Çarşisi (esse sim eu estava empolgadérrima para conhecer!!!). Apesar de Istambul ser um dos centros de especiaria do mundo antigo, o Misir Çarşisi foi construído apenas em 1940, com financiamento egípcio (logo o nome: Bazar Egípcio).

Pimentinhas a venda na entrada do mercado
Gostei MUITO mais desse mercado (por motivos óbvios, né?! Já que prefiro mil vezes comprar especiarias do que buginganga…) Além disso, achei os vendedores desse mercado bem mais simpáticos e menos agressivos (eles não ficavam negociando preço e nem te puxavam pelo braço para ver os temperos…) 

Não é LINDO? Juro que queria mergulhar nesses potes de temperos!
Aproveitamos para comprar cardamomo, paprica, e sumac. Até queria comprar mais temperos, mas fiquei tão empolgada, que não consegui me concentrar direito…

Além de milhares de temperos, também tinha uma variedade ENORME de nozes!
Também tinha várias lojinhas vendendo jujuba turca 🙂 (de todos os sabores possíveis!)
Agora, o que eu mais gostei foram os chás! 
Eu AMEI a variedade (e o perfume!) dos chás!!! Tanto que compramos vários: maçã, limão, romã, rosas, jasmim. Fiz a festa! 
Esses três foram meus prediletos! Deliciosos!

7 comentários sobre “Istambul, 2o Dia: Mercados!

  1. Helen, eu adoro ver as fotos de suas viagens. Eu viajo junto com vc 🙂
    Eu sou igualzinha, detesto ficar negociando, gosto quando as coisas tem preço e eu sei se posso levar ou não. Simples assim.
    Mas vale mesmo a experiência, como vc disse, e que experiência, rsrs
    bjs

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  2. Oi Helen,
    Nossa que lugares lindos!
    E olha eu tenho que concordar com voce nas bugingangas turisticas, em qualquer viagem eu ja fico com essa impressao. Em Veneza todas as lojas vendiam a MESMA coisa. Perdi a paciencia e olha que nem precisava negociar Rsrsrsr
    E para trazer essas ervas e chas para casa, voce teve algum problema?

    Bjs!

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  3. Então os turcos são “mão de vaca” mesmo?? Rsrs..
    Se é parecido com a 25 então eu tb não teria paciência por mto tempo não, só um passeiozinho e chega….rsrs…
    Uauu, quantos temperos…ficam bonitos nas banquinhas, né??

    Beijos!!!

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  4. Totalmente te entendo Helen! também DETESTO muvucas! acho péssimo! heheh também entraria só para conhecer! hehehe
    Esses temperos chamam a atenção, né? isso me lembra a casa pedro aqui do Rio, seria tão mais legal se ela fosse arrumadinha assim! heheh
    beijocas ju

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  5. Helne, eu gosto de um mercado viu?! Me acabei na China e em Marrocos, pq assim como Istambul são várias lojinhas cheias de “novidades”. Agora também concordo que barganhar é um aborrecimento… Detesto! Mas se a gente não fizer é o olho da cara, né?! Então tem que se virar mesmo e penxinxar.

    Mas eu fiquei esperando a fotinho das coisas q vc comprou né colega? Pra dar umas dicas pras amigas qd forem visitar Istambul tb!

    Bjo

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  6. Engraçado isso, marido fala que eu nunca compro nada pra mim nas nossas viagens. É que também não gosto de voltar pra casa carregada de treco e souvenirs. Nem pra mim nem pros outros. Mas esse mercado aí ia me enlouquecer, apesar de que muito provavelmente eu também só iria pra olhar. Beijo (Eli Pechim)

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