Aonde Comemos: Las Vegas

Como eu não sou fã de casinos, nem de baladas (provavelmente os dois motivos principais pelos quais as pessoas vão a Vegas), para mim, a viagem à Las Vegas foi motivada por duas coisas: restaurantes e Cirque du Soleil
Las Vegas tem vários dos melhores restaurantes dos EUA e não estou exagerando! Se come MUITO bem por lá, para todos os gostos (e bolsos…) Assim que fechamos a viagem, começamos a pesquisar os restaurantes e fazer reservas. Infelizmente, dois dos restaurantes que mais queria ir estavam fora do orçamento estudantil (O Guy Savoy, que tem duas estrelas Michelin e custa, no mínimo, a bagatela de US$248/pessoa, se você só beber água…e o Joel Robuchon, o único restaurante três estrelas Michelin em Vegas, que não tinha reservas na época, e custa uns US$190/pessoa…)
Acabamos escolhendo um restaurante do Alain Ducasse (chef francês que eu adoro!), um restaurante do Jean Georges Vongerichten (chef francês radicado em NYC que tb adoro!), e um restaurante do Michael Mina (chef americano especializado em culinária mediterrânea e fruto do mar).
Nossa primeira parada culinária em Vegas foi no miX, do Alain Ducasse. O Mix (porque ficar escrevendo miX é muita babaquice…) foi uma ENORME frustração! O Alain Ducasse que me perdoe, mas juro que fiquei com vergonha de ter esse restaurante associado ao nome dele…já comi em dois restaurantes excelentes do Alain Ducasse em NYC (o Benoit, que é um bistrô delicioso e charmosérrimo e no antigo Alain Ducasse, que fechou em 2007, aonde tive a melhor experiência culinária da minha vida!) 
Eu não tinha expectativas do Mix ser que nem o original Alain Ducasse em NYC, afinal, a proposta do Mix é mais informal, mas, sendo o restaurante leva o nome do Alain Ducasse, estava esperando uma experiência culinária no mínimo acima da média (um 8, numa escala de 0-10…infelizmente, na realidade, o Mix merece um 5-6). Pedimos “Grand Tasting Menu,” que tinha os pratos mais famosos do Alain Ducasse (os “signature creations”, digamos assim). Alain Ducasse é MUITO conhecido pelo seu gnocchi, a lagosta ao molho curry e, mais importante, seu “baba au rhum,” uma sobremesa maravilhosa, que é o seguinte: um bolinho bem macio e aerado, quase com textura de sonho/brioche, molhado no rum, recheado com creme de baunilha. É DIVINO! Quando vi esses três itens no cardápio, não tive dúvida e pedimos o prix fixe. 

Resultado: maior frustração culinária dos últimos tempos… A apresentação foi péssima (vide as fotos abaixo…a lagosta ao curry foi jogada no prato, não “arrumada delicadamente” como se é de esperar em um restaurante fino…vide foto do canto superior direito). As vieiras do Thiago vieram com uns legumes mega sem textura (e sem colorido…também jogados no prato…é a foto do cantinho à esquerda). O sabor de ambos estava bem OK…nada fenomenal, mas também não vou esculhambar e falar que estava ruim…estava OK, o que, para um restaurante desse padrão, na minha opinião, é sinônimo de ruim…

Agora, a MAIOR frustração foi o baba rum! Quem me conhece sabe que a primeira coisa que vejo em um cardápio SEMPRE é a sobremesa. Passo a refeição inteira sonhando com a sobremesa…principalmente quando a sobremesa e eu já somos amigas de longa data…Ou seja, passei o jantar todo me preparando para degustar um baba au rhum maravilhoso! Aí, quando me trouxeram um bolinho seco e meio duro, um molho de baunilha com gosto de chantilly de lata e um rum que tinha sabor de Ypioca, minha refeição completa foi pro brejo…Sai do Mix mega decepcionada, nem o sufflê de chocolate do marido salvou a noite! 

Ou seja, NÃO recomendo o Mix para ninguém (inclusive, recomendo que o Alain Ducasse retire seu nome desse restaurante, para não enganar/decepcionar futuros clientes…)
Vista do Mix, a única parte realmente impressionante da experiência culinária.
Ah, o menu degustação do Mix sai US$120/pessoa, mais bebidas, imposto e gorjeta.
Na manhã seguinte, ainda me recuperando da frustração culinária, resolvemos experimentar o Mon Ami Gabi. O Mon Ami Gabi fica no Paris, e é um bistrô bem gostosinho. Adoramos! 

A comida é bem saborosa e levinha. E o restaurante tem um espaço externo, uma varandinha, que é super agradável, com vista para o Bellagio. Ou seja, dependendo do horário, dá para assistir as fontes do Bellagio dançando.

A noite, logo após nossa renovação de votos, para comemorarmos a ocasião, fomos no Michael Mina, o restaurante que mais gostamos de Las Vegas. Achei uma delícia!!! Super recomendo esse restaurante! Escolhemos o menu degustação, e não nos arrependemos! 
Comida maravilhosa, apresentação impecável, e serviço excelente! ADOREI!
Na manhã seguinte, fomos na Bouchon, do Thomas Keller. A Bouchon é uma padaria/bistrô, originalmente de Napa Valley na Califórnia, mas que existe em NYC (uma das minhas paradas prediletas em NYC!) e também em Vegas (dentro do Venetian). O espaço é meio estranho, pois fica em um pátio, em um andar alto do hotel (mas sem vista). Mesmo assim, é BEM agradável, e como sempre, delicioso! 

Como fomos lá para brunch, não podia deixar de pedir o maravilhoso brioche de chocolate com amendôas. AMO!!! (e ainda pedimos um brioche de maçã com amendôas para “viagem”…ou seja, lanchinho da tarde rsrsrsrs)

Uma das coisas que marido tinha pedido para Las Vegas era um jantar bacana em uma steakhouse que servisse kobe beef, um tipo de carne bovina, de gado wagyu, criado no Japão (lembrem que marido não deve comer derivados bovinos…ou seja, para enfiar o pé na jaca, tem que valer MUITO a pena!) A carne é considerada uma iguaria, por ter um sabor bem tenro. A alimentação desse gado é especial e o gado é massageado, para manter a carne mais macia. Em Vegas, descobrimos que a Jean Georges Steakhouse (do chef Jean Georges Vongerichten) servia kobe beef, e lá fomos nós!
O jantar foi delicioso!!! De entrada, marido comeu um steak tartare divino, com gema crua (eu comi um tartare de atum), pedimos o kobe beef de prato principal, acompanhado por um mac n cheese trufado (divino!) e tutano de boi assado (não curti muito, pois achei pesado, mas marido devorou!)
Na nossa última noite, jantamos no Nobu, restaurante japonês originalmente de NYC (e ironicamente, nunca consegui reserva nele quando morei em NYC…tive que ir até Las Vegas para conhecer). O cardápio todo foi praticamente 100% escolhido pelo garçom, que nos deu excelente sugestões. Eu AMEI a salada de espinafre crocante e marido se apaixonou pelo tartare de atum toro com caviar (esse prato bem no meio da foto). Tudo estava delicioso! 
Enfim, com exceção do Mix, que foi uma furada, comemos SUPER bem em Las Vegas. Confesso que, no total, não foi baratinho, mas como não jogamos nem saímos para balada, deu para justificar os gastos com alimentação (e particularmente, prefiro mil vezes morrer pela boca do que na night…) 

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