18 horas e 40 minutos

A data prevista para a chegada da Hermione era 1o de dezembro de 2013. (na época, Hermione ainda “Cub”…para quem é novo no blog ou não tem memória de elefante para se lembrar dos posts de 2013 😉 , a explicação por trás de “Cub” está aqui)

2013-12-01 08.32.06

Bem, dia 1o chegou…e passou… sem sequer uma manifestação que Cub estava pronto para fazer seu debut. Dia 2 de dezembro foi a mesma coisa… Apesar de estarmos ansiosos, Thiago e eu não estávamos com pressa, já que primeiros filhos em geral passam da data prevista. Porém, eu já estava meio de saco cheio de fazer pipi a cada hora, não conseguir dormir bem e me sentia meio baleia encalhada a cada movimento. Dia 3 de dezembro chegou e eu ainda não sentia nada. Porém, naquela manhã, eu perdi o tampão mucoso (cujo qual foi devidamente fotografado…é que precisava saber se aquela gororoba era mesmo o tampão mucoso, então mandei a foto para minha doula, que prontamente confirmou que sim, era o tampão…) Ela falou que isso significava que o trabalho de parto estava perto, só que assim, como tudo da gestação, o “perto” é relativo: podia ser no fim do dia, no dia seguinte, dali a 2 dias…incerteza, seu nome é gravidez!

Passei o dia tranquilamente, trabalhando em casa, até sai para jantar com meus pais. Marido e eu fomos dormir bem tarde, lá pelas 11 da noite (Erro de principiante!!! Se tiver alguma grávida lendo, aqui uma lição importante: quando estiver próximo da data prevista, durma cedo! Todo santo dia!!! Não perca essa oportunidade! 😀 )

Poly dormindo e aproveitando sua última noite com 2 mestres.

Por volta de 1 da matina (ou seja, após duas míseras horas de soninho), comecei a sentir cólicas. Eram bem razoáveis ainda… acordei o marido, falei que achava que o trabalho de parto tinha começado, mas estava tudo relativamente tranquilo ainda. Tanto que nós dois conseguimos dormir mais um pouco até às 3. Já às 3 da manhã, eu não consegui mais dormir, pois ficar deitada, parada, não era nada confortável. As cólicas já estavam mais fortes e intensas, mas se eu respirasse fundo, balançasse de um lado para o outro, e me movimentasse, dava para aguentar o incomodo. Já que estávamos acordados e a situação ainda estava sob controle, aproveitamos para assistir o vício do momento: CSI Miami. (Pausa para falar que, praticamente durante a gravidez inteira, assistimos CSI Miami antes de dormir…Acho que, ao nascer, a Hermione conseguia reconhecer três vozes: minha, marido e do Horatio).

Conseguimos assistir um episódio (ok, marido assistiu um episódio, eu estava meio que em alfa…) mas lá pelas 5:15, as contrações já eram de verdade, nível: “se eu não chegar no banheiro agora, meus intestinos explodirão no chão!”

Foi nessa hora que resolvemos entrar em contato com nossa doula (Nicole) e ligar para o Dr. Miller. Como a recomendação era de ficarmos em casa o máximo possível, combinamos de encontrar a doula no hospital mais tarde. Me lembro pouco desse momento… apenas lembro de apoiar nas paredes da casa, gemendo e balançando de um lado pro outro. Nada como trabalho de parto para trazer seu lado animal à tona! A essa altura, a casa já estava uma zona, com travesseiros e cobertores espalhados pela sala e no chão.

Lá pelas 8, resolvemos ir ao hospital. Prendi o cabelo numa trança embutida (para ficar “arrumadinha”…podem rir!) e lá fomos nós encarar os 3 andares de escada para chegarmos no carro. (Sim, minha gente, 3 andares, porque o prédio não tinha elevador!) Eu lembro de cada degrau vividamente… acho que nunca xinguei tanto uma escada na minha vida! Nem quando tive que subir os 354 degraus dentro da Estátua da Liberdade…

Finalmente, chegamos no carro e lá fomos nós ao hospital. Vocês já ouviram a frase: “Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto, depende de que lado da porta do banheiro você está”? Pois é… Acho que ela deveria ser: “Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende se você está tendo contrações ou não.” O trajeto lá de casa até o hospital de Evanston, que, no relógio, demora uns 7 minutos, demorou uma eternidade!!! Acho que nunca fui tão infeliz em uma viagem de carro… Chegamos no hospital às 8:30, e xingando e urrando e me apoiando nas paredes, chegamos na ala da maternidade, aonde tive uma notícia maravilhosa: o quarto de parto com banheira estava disponível!!! Vocês não imaginam a minha felicidade! Tudo que eu queria naquele instante era tirar toda a minha roupa e flutuar…

Ao chegar no quarto, a parteira da equipe perguntou se eu queria que ela fizesse exame de toque (disse que sim). Estava com 7cm de dilatação e já com apagamento total. Meu obstetra chegou pouco depois e, com essa informação, falou que, muito provavelmente, pelo andamento do trabalho de parto, terminaríamos por volta do almoço…Isso foi por volta das 9-9:30 da manhã. Mal sabia ele (e o resto da equipe) que ficaríamos ali por mais 12 horas…

(continuarei no próximo post)


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