18 horas e 40 minutos (parte 2)

Depois que a enfermeira checou os batimentos cardíacos do Cub (praxe do hospital), fui liberada para fazer o que me trouxesse conforto. Ou seja, praticamente mergulhei na santa banheira! Como a água morna era deliciosa…deu um alívio enorme nas contrações e eu me sentia leve. Bom demais!!! Acho que passei praticamente uma hora na banheira. Deitava, ficava de quatro (melhor posição para aliviar as contrações na hora), e sentia a água me acalmando. Depois de quase uma hora na banheira, resolvi mudar um pouco de posição e fui para a bola de pilates. Pausa para falar que só tenho amor pelo hospital de Evanston: no quarto tinha tudo, banheira, bola de pilates, até aparelho de Ipod (que, obviamente, eu levei mas na hora, alguém aí acha que eu tinha cabeça para tocar?!). Sentada, completamente largada na bola de pilates, a minha doula fazia massagem na minha lombar com um óleo delicioso de lavanda (ah, aromaterapia!)

Na bola de pilates, respirando...
Na bola de pilates, respirando…
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Tentando sorrir entre contrações

Esse esquema durou até mais ou menos meio dia. Foi nessa hora que o bicho começou a pegar de verdade!!! Comecei a xingar todo mundo (em português, enquanto o Thiago explicava que estava tudo bem, só estava xingando mesmo). Levantava, andava, apoiava contra a parede… Tudo que queria era empurrar e a pressão era excruciante! O Dr. Miller me visitou novamente, e viu que estava com 9cm de dilatação, mas que tinha um . Como eu estava reclamando muito de dor, ele sugeriu romper a minha bolsa. Isso deu um alívio enorme! Até consegui tirar um mini-cochilo… Ao acordar, o negócio estava foda! Foi nessa hora que minha doula sugeriu eu passear um pouco no hospital. Aproveitei a deixa e lá fomos nós…

Minha foto predileta do parto
Minha foto predileta do parto

Andamos até que bastante…a dor era intensa, mas andar e sair do quarto deu uma re-energizada. Ah, e dançar música lenta (estilo festinha de 13 anos na antiga Mykonos…vide foto acima) com o marido ajudou muito! Mas, depois de uns 15-20 minutos andando, eu já estava no meu limite, pedindo drogas-pelo-amor-de-deus!!! Como eu tinha falado para o meu obstetra, minha doula e para o Thiago que eu queria um parto natural, todo mundo me encorajava a aguentar mais um pouquinho, afinal, já estava quase ali… Entrei na banheira mais uma vez, mas, dessa vez, a água morna não deu alívio nenhum…Às 3 da tarde, o Dr. Miller nos visitou mais uma vez, fez um exame de toque (9,5cm) e falou que estava com rebordo de colo. Pois é, o parto que, no início, estava evoluindo tão bem, agora estava lentinho, coitado. E a essa altura do campeonato, eu estava exausta! Já estava em trabalho de parto há quase 12 horas, sem dormir, sem comer, só na base de água de coco. Foi nessa hora que insisti que precisava de drogas-pelo-amor-de-tudo-que-é-mais-sagrado!!! Marido perguntou se era isso mesmo que eu queria. Eu não tinha dúvida! Precisava urgente de um alívio…tudo que eu queria era empurrar, mas não podia, e a dor era incomparável!

Quando a anestesista chegou, só faltei abraçá-la de tanto amor. A parte super ultra chata da epidural é que, a partir desse instante, tive que ficar deitada na maca e tomar uma dose bem pequena de pitocina. Mas, em compensação, a dor foi embora e sentia só uma pressão a cada contração. E assim, pude tirar mais um cochilo (santa anestesia!)


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